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Sábado, 13 de agosto de 2022
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Justiça

Juiz decreta prisão de mulheres que aceitaram criança por dívida de droga em MT

Magistrado disse que a liberdade da dupla gera sentimento de impunidade

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O juiz Alexandre Delicato Pampado, da Primeira Vara Criminal de Primavera do Leste, converteu em prisão preventiva, a prisão em flagrante de duas mulheres, detidas na última terça-feira (19). Elas estavam com uma criança de dois anos, que havia sido entregue pela mãe como garantia para o pagamento de uma dívida com traficantes pela compra de drogas. 

Elenice Aparecida da Silva e Neiva Maria Boeno da Silva responderão por tráfico de drogas. Elas foram presas após o Conselho Tutelar receber uma denúncia, de que uma criança teria sido deixada aos cuidados das duas, como forma de garantia do pagamento da dívida que a mãe tinha com traficantes.

No local, o Conselho Tutelar, juntamente com a Polícia Militar, encontrou a menor nos braços da vizinha de Elenice, que sequer sabia o nome da criança. No imóvel de Neiva ainda foram encontradas três pessoas usando entorpecentes, bem como drogas (cocaína e maconha), dinheiro em espécie, vários objetos que ninguém sabia da procedência, além de um simulacro de arma de fogo.  

“Como se não bastasse, na residência de ambas as investigadas (Neiva e Elenice) foi apreendida mais de uma qualidade de entorpecente, bem como a presença de outros usuários de droga, situação que sinaliza que o local era um ponto de tráfico e ambas informaram não ter ocupação lícita”, diz trecho da decisão do magistrado, que manteve a prisão das duas, na audiência de custódia.  

Ao ser ouvida, Elenice alegou ter filhos menores de idade. O magistrado apontou que as circunstâncias da prisão sugerem que a permanência das crianças com a mãe não seria a medida mais recomendada. O juiz destacou, como exemplo, que na casa foram encontradas 10 pequenas pedras de pasta base de cocaína, além de maconha, e até mesmo duas pessoas, que estavam escondidas debaixo de uma lona. 

“Não se pode olvidar que a liberdade das autuadas certamente acarretará um sentimento de impunidade, o que gerará descrédito das instituições constituídas e irá encorajar ainda mais aqueles que não sentem respeito algum pela Justiça, merecendo, por isso, uma resposta firme e eficaz para conter a criminalidade crescente na cidade e região ainda mais quando mantém encarcerada uma criança inocente como garantia de pagamento por dívida de entorpecente”, apontou o juiz, mantendo a prisão.

Fonte/Créditos: LEONARDO HEITOR/FOLHA MAX

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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