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Sábado, 13 de agosto de 2022
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Política

Galvan ganha mais apoio de prefeitos e lideranças depois de Neri aderir à campanha de Lula

Gestores e parlamentarem não querem se “queimar” apoiando uma proposta de esquerda com eleitores de direita

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Desde a repentina guinada à esquerda, o pré-candidato a Senado Neri Geller (PP) vem perdendo apoio político, pois muitos prefeitos não querem ser associar ao PT do ex-presidente Lula e, com isso, beneficia candidaturas de outros concorrentes mais alinhados ao bolsonarismo.

Um dos que tem sentido essa abertura é o produtor rural e presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (PTB), que passou a ganhar mais musculatura eleitoral com a debandada do projeto do PP. Ele reconhece que no início da pré-campanha, Geller tinha um número expressivo de prefeitos o apoiando em todos os cantos do Estado.

“Ele tinha realmente um número expressivo prefeitos. Agora, encontrei um só prefeito no Norte que você falou que vai continuar apoiando ele, pois tinha prometido até 80% dos votos, mas agora ele fala que ele não vai ter mais 30%, porque ele não vai insistir. A maioria dos prefeitos apoia o presidente Jair Messias Bolsonaro, não é porque ele é bonito ou simpático, é porque a gestão que ele vem fazendo é uma gestão de anticorrupção”.

Outro fato que faz com que os prefeitos e vereadores fujam do apoio à Neri são os projetos políticos para 2024 e 2026. Os gestores e parlamentarem não querem se “queimar” apoiando uma proposta de esquerda com eleitores de direita, ainda mais com o histórico de que PT nunca venceu em Mato Grosso.

“Eles não tem mais como falar o nome, por exemplo, a uma dona de casa pedir apoio e voto porque simplesmente se eles fizerem isso, estão indo contra o próprio princípio deles por serem bolsonarista, por serem apoiadores do nosso presidente. Os prefeitos estão fugindo disso”.

Dentro do setor do agronegócio, onde Galvan considera que o nicho dele entre os pequenos e médios produtores, Geller perdeu mais apoio ainda. O pré-candidato do PTB não consegue entender como ele pode ser ponte de um setor que ele sequer tem expressividade junto aos agricultores.

“No nosso segmento ele já era, não vou dizer que excluído, mas o percentual já era baixo. Com a declaração de pré-candidato ao Senado, ele passou a ter 10% a 15% de apoio dentro do segmento. Agora a gente percebeu que a debandada foi geral. Acredito que ele vá ter hoje 1%, 2% de apoio das pessoas do setor que já que tinham a ligação com a esquerda. Nós não podemos ignorar que mesmo dentro do setor do agro, a gente tem um pequeno percentual de produtores, tanto da pecuária como da agricultura, que é ter uma simpatia pela esquerda, agora com certeza ele perdeu praticamente 100% de apoio desse setor”, avaliou.

Fonte/Créditos: Débora Siqueira

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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